sexta-feira, 6 de Fevereiro de 2009

Semana 17: Cinema de acção à francesa

Long time no see.

É verdade que me desleixei, peço desculpa! Mas aqui estou eu de novo para vos falar de um dos melhores filmes de acção dos últimos tempos!


Busca Implacável (2008)
Título original: Taken
Realizador: Pierre Morrel



Este filme tem um início algo deprimente, quando nos deparamos com um pai, ex-espião que durante anos foi parcialmente ausente e agora quer reatar os laços com a sua filha de 16/17 anos. Nada de profundamente interessante, certo? Mas o filme ganha um novo ânimo assim que a filha é raptada por uma rede de tráfico/exploração sexual. E acerca da história não digo muito mais, tenho de dizer apenas que são 93 minutos alucinantes e que parecem passar em menos de nada.

Liam Neeson, um dos meus actores preferidos de todos os tempos prova-se cada vez mais versátil, veja-se o seu currículo... principalmente tendo em conta os seus (pouco aparentes) 56 anos de idade. Ele encarna de forma perfeita o papel de bom mauzão que vai destruir metade de Paris para reaver a filha. E é genial a forma como ele fala, age e como a sua expressão facial deixa transparecer as suas emoções.

Destaco aquela que é provavelmente a fala mais genial do filme e que pode ser vista no trailer:

I don't know who you are. I don't know what you want. If you are looking for ransom, I can tell you I don't have money. But what I do have are a very particular set of skills; skills I have acquired over a very long career. Skills that make me a nightmare for people like you. If you let my daughter go now, that'll be the end of it. I will not look for you, I will not pursue you. But if you don't, I will look for you, I will find you, and I will kill you.


Agora vejam o Liam Neeson a dizer isto e digam-me que ele não é um excelente actor!

Além disso, o a filha, interpretada por Maggie Grace, também tem uma participação Famke Janssen (que saudades de X-Men...), enquanto ex-mulher.

Aparte deles... Bem, não posso dizer que o filme tenha necessidade de muito mais. Pierre Morrel fez um excelente trabalho na realização acompanhando as cenas violentas e rápidas, as constantes perseguições e interrogatórios. É um filme mesmo muito bem conseguido.

Prometo que volto brevemente com outra sugestão para as vossas profundas necessidades cinematográficas! ;)

Bruno Almeida.

domingo, 25 de Janeiro de 2009

Semana 15: Uma dose de magia

Viva!

Ontem à noite revi um filme que gostaria de partilhar convosco. Foi a 3.ª vez que o vi e de cada vez que o vejo gosto mais.



O Terceiro Passo (2006)
Título original: The Prestige
Realizador: Christopher Nolan

Realizado por Christopher Nolan, responsável por filmes como Memento (2000), Batman Begins (2005) e The Dark Knight (2008), chega-nos a história de dois mágicos rivais, Robert Angier (Hugh Jackman) e Alfred Borden (Christian Bale), passada em Londres no final do século XIX.

Inicialmente amigos e colegas de profissão, simples ajudantes de um mágico mais famoso, mas com muita ambição para subir na vida, Robert e Alfred tornam-se rivais após a morte de Julia (Piper Perabo), mulher de Robert, alegadamente por culpa de Alfred. Os dois mágicos separam-se e tentam vingar sozinhos no mundo do espectáculo. Robert é um mágico de segunda categoria: não tem propriamente talento para os truques, mas sabe como vender um espectáculo; Alfred tem um talento enorme mas não sabe conquistar o público.

Um dia Robert disfarça-se, vai assistir a um espectáculo de Alfred e vê pela primeira vez o seu novo truque: O Homem Transportado. O truque consiste em desaparecer e aparecer quase instantaneamente do outro lado do palco. Roído de inveja por ter assistido a um truque tão bom por parte do seu rival, fica obcecado em descobrir o segredo.

Este filme é particularmente difícil de descrever sem dar informações a mais, tal é a rapidez com que assistimos à mudança na direcção da história. Podem contar com 130 minutos mexidos, com pouquíssimas (ou nenhumas!) cenas mais chatas.

O Terceiro Passo é aquele tipo de filme que se aprecia ainda mais quando se vê pela segunda vez, porque da primeira não conseguimos apanhar todos os pormenores. Para quem gosta de mudanças repentinas e totalmente inesperadas, este é o filme a ver. O final deixar-vos-á de boca aberta, garanto-vos!

De mencionar também que o filme conta com a participação da Scarlett Johansson, do grande Michael Caine e, acreditem ou não, do cantor David Bowie, que encarna a personagem Nikola Tesla, um cientista real do século XIX responsável por muitas invenções e descobertas. Aliás, no filme vemos a presença de Tesla em Colorado Springs, nos Estados Unidos, algo que aconteceu realmente em 1899.

Espero que gostem da sugestão desta semana!

Classificação pessoal: 9.0/10.0

Diogo

quinta-feira, 15 de Janeiro de 2009

Semana 14: Clint Eastwood


Viva!

Antes de mais nada, as minhas desculpas pela ausência de sugestões da minha parte na semana que passou. Época de exames é assim...

Esta semana vai ser a primeira desde o início deste blog em que eu sugiro um filme que ainda está no cinema, disponível para qualquer pessoa ver, por todas as salas do país. Tive a oportunidade de vê-lo há uns dias e, como desde há uns anos para cá, o Senhor Clint Eastwood não desiludiu: antes pelo contrário, maravilhou. Muitos são os filmes que eu poderia sugerir e dos quais poderia falar parágrafos a fio sem me cansar, como por exemplo: Mystic River, Million Dollar Baby, Flags of our Fathers e Letters from Iwo Jima. No entanto, nenhum dos mencionados (com excepção provavelmente do Million Dollar Baby) me deixou tão perplexo (no bom sentido!) quando saí do cinema como o filme que sugiro hoje: não posso, em boa consciência, deixar passá-lo despercebido. Falo, obviamente, do filme:



A Troca (2008)
Título original: Changeling
Realizador: Clint Eastwood



A palavra que encontro que melhor descreve o que eu penso deste filme é obra-prima. Baseado numa história verídica, é passado numa Los Angeles de 1928 totalmente dominada pela polícia, corrupta. Centra-se na personagem Christine Collins, interpretada de forma verdadeiramente surpreendente por Angelina Jolie (de notar a capacidade fenomenal de Clint Eastwood em liderar mulheres como personagens principais, como já tinha acontecido com Hilary Swank em Million Dollar Baby). Christine trabalha numa estação de atendimento telefónico como supervisora e é mãe solteira, muito protectora do filho de 9 anos, Walter Collins.

Um dia fica a trabalhar até mais tarde e quando chega a casa o filho desapareceu. Telefona à polícia, que diz que só pode fazer algo a partir das primeiras 24 horas. Passam-se 5 meses e não há sinais do filho. Findo este tempo, recebe a notícia que o seu filho foi encontrado e vem a caminho de casa, mas qual não é a sua surpresa quando, no momento da reunião com este, aparece-lhe à frente um rapaz totalmente estranho para ela, que afirma no entanto ser filho dela! Absolutamente desorientada e desiludida, deixa-se manipular pelo capitão da polícia, J. J. Jones (Jeffrey Donovan) em aceitar o rapaz em sua casa e dar tempo para se habituar à ideia, porque "5 meses mudam radicalmente um rapaz desta idade".

A partir daqui, Eastwood envolve-nos num ambiente de corrupção policial e desespero materno como eu nunca tinha visto em cinema até hoje. As coisas que acontecem a Christine tocam no limiar da incredulidade. Ajudada pelo Reverendo Gustav Briegleb (John Malkovich), Christine vai tentar descobrir o seu filho de todas as maneiras que conseguir, mas sempre com a polícia ao seu alcance, a cortar-lhe todos os movimentos.

O filme é realizado com uma mestria a todos os níveis: fotografia, som, passo, actuação, desenrolar da história, etc. O argumento está muito bem escrito e é como que duas histórias numa só: não posso adiantar este facto, pois estaria a estragar o filme, mas perceberão quando o virem. Eastwood consegue, aos poucos e quase sem nos apercebermos, juntar duas storylines diferentes num ponto de intersecção que muda drasticamente o rumo à história e, portanto, ao resto do filme.

Recomendo vivamente, não o percam por nada deste mundo!

Classificação pessoal: 10.0/10.0

Até para a semana :-)

Diogo

sexta-feira, 2 de Janeiro de 2009

Semana 13: Comédia romântica


Viva!

Aproveitando as duas últimas sugestões do Carlos, sobre comédia, venho sugerir-vos hoje uma comédia romântica. Eu, regra geral, não sou apreciador deste tipo de filmes. No entanto, por várias razões em particular que já vos vou explicar ao longo deste post, considero este um bom filme.



Alguém Tem Que Ceder... (2003)
Título original: Something's Gotta Give
Realizadora: Nancy Meyers



Bom, para começar, o filme conta com a participação do incontornável Jack Nicholson e da fantástica Diane Keaton.

A história gira à volta de Harry (Jack Nicholson), o eterno solteirão. Conhecido por ter namorado uma das actrizes/cantoras mais famosas da história dos Estados Unidos e, de algum modo, por ter evitado o casamento com qualquer mulher durante 60 anos de existência, Harry continua a namorar com raparigas que têm idade para ser suas netas. É precisamente assim que começa o filme: Harry vai passar um fim-de-semana fora à casa de praia da sua namorada, Marin (Amanda Peet); mas quando tudo parecia indicar que ia ser um fim-de-semana à grande, a mãe e a tia de Marin chegam inesperadamente a casa e apanham Harry e Marin em flagrante.

Passados os primeiros momentos vergonhosos, Harry lá fica para jantar, para a mãe de Marin, Erica (Diane Keaton) o conhecer. No entanto, a saúde de Harry prega-lhe uma partida nessa noite e de repente tudo muda num instante. Mais não digo.

Gostei muito do argumento do filme: achei-o inteligente e sincero. Adorei a interpretação do Jack Nicholson e da Diane Keaton, penso que foram mesmo bem escolhidos para aquelas personagens. O filme tem um ritmo rápido e é muito cómico numas partes, muito sério noutras e muito triste noutras, mas o que tem de bom é que as passagens entre cada momento nunca são feitas abruptamente... existe sempre um período de preparação para o espectador.

São 128 minutos bem passados.

Classificação pessoal: 8.0/10.0

Até à próxima,

Diogo

quinta-feira, 1 de Janeiro de 2009

Semana 13: Comédia diferente

Olá caros leitores!
Para esta semana reservei um filme que acho particularmente interessante. Pensado claramente para ser um filme cómico, na realidade esconde algo mais que eu não posso revelar. Esse pormenor é o que me leva a sugerir este filme.

Click (2006)
Realizador: Frank Coraci

Imaginem que têm a oportunidade de controlar a vossa vida por um controlo remoto, tal como controlam o vosso televisor. Parece uma ideia excelente não é? Como calculam, um objecto com tamanho poder será algo altamente cobiçado. Essa é a premissa deste filme: um homem a quem foi dada a oportunidade de usar um controlo remoto desses como bem entender.
Rapidamente somos confrontados com cenas de comédia, como já é de esperar do Adam Sandler.
Porém, toda esta capacidade do controlo remoto faz vir ao de cima o desejo da pessoa. A partir daí, a pergunta que cada um tem que fazer a si próprio é se sabe o que realmente quer. E se acha que sabe, tem a certeza? É desta forma que o filme se torna cada vez mais emocionante, mostrando que uma pessoa pode ter algo bem mais valioso do que esse controlo remoto. Se calhar tem, só precisa de se lembrar de onde está...

A actriz Kate Beckinsale participa neste filme e a sua performance é divinal. Christopher Walken também assume um dos principais papeis, e devo dizer que este é um actor que aprecio bastante. E mais uma vez revela-se magnífico! David Hasselhoff é um actor secundário que gostei de rever.

Já agora, aproveito para dizer que o filme vai passar na SIC esta noite! Vejam!

Fico à espera de críticas e comentários!
Que a sétima arte vos ilumine!

Semana 13: Sinto-me Sueco.

Olá, muito boa noite, pela última vez, hoje!

Para terminar esta sequência de filmes deixo aquele que, para mim, é sem dúvida o melhor dos três. Mais uma vez um trago um filme sueco! Ah, como eu gosto do cinema sueco!!! Quando o acabei de ver, no calor da emoção, deixei cair as seguintes frases: “Irra, isto é o melhor filme que eu já na minha vida! Nunca mais quero ver filmes que não sejam suecos!” É claro que cedo me apercebi do exagero destas declarações. Mas ainda assim fica a observação.


A Vida no Paraíso (2004)
Título original: Så Som I Himmelen
Realizador: Kay Pollak


A Vida no Paraíso é um filme poderoso. Muito poderoso.

Dito isto, ao ver este filme eu chorei, ri, fiquei contente, deprimido, surpreso, revoltado, e conformado. Tudo isto em 132 minutos de puro prazer visual e emocional.

O cinema sueco é conhecido por ser muito cru, muito bruto até, em certas ocasiões. E neste filme vemos quão bela pode ser uma emoção captada a cru. Como é que um sentimento captado através de uma lente duma câmara nos pode tocar assim tanto?

A história deste colosso cinematográfico gira sempre em torno de um maestro sueco, que em pequeno abandona o pequeno vilarejo onde vive para se tornar um profissional. Ele decide tocar os corações das pessoas através da sua música, e consegue-o tornando-se um profissional exigente e exímio, incapaz de falhar. Esta situação deixa-o obviamente com um grande stress, o que acaba por despoletar um ataque cardíaco.

Aconselhado a mudar drásticamente o ritmo frenético da sua vida, ele deixa de fazer música e decide voltar ao vilarejo onde viveu em criança. A partir deste momento tudo muda na sua vida. É lindo ver esta história a desenrolar-se! Ver não só a vida do grande maestro a mudar, mas a forma como ele muda as vidas das pessoas à sua volta.

Aconselho vivamente! Para quem viu Ondskan e gostou é imperdível. Para quem não viu (devia ter visto!) aconselho muito, mesmo.

Muito obrigado pela vossa atenção, eu sei que me entusiasmei demais a escrever este post, mas não contei o essencial, isso é para vocês descobrirem!

Por último refiro apenas que este filme foi nomeado para um Óscar na categoria de Best Foreign Language Film of the Year. Pena não ter ganho.


Muitas e grandes felicidades e até sempre,
Bruno Almeida.

Semana 13: Onde está a verdade? - Parte V

Olá, muito boa noite, outra vez!

Cá estou eu de novo para vos trazer outro filme na categoria “Mas que raio acabou de acontecer?”.


Confiança (2003)
Título original: Confidence
Realizador: James Foley


Confiança é um filme interessante e muito agradável de seguir que conta a história de um vigarista e do seu bando que vivem dos ‘roubos’ que fazem através da mentira. Tudo lhes corre bem, até que um dia vigarizam a pessoa errada e ficam à mercê de um chefe da máfia.

Não é um filme genial, não. A nível técnico é um grande filme, a nível de historia deixa um pouco a desejar em alguns momentos, mas tem muito estilo e é envolvente qb.

Não há perseguições automobilísticas espectaculares, não há tiroteios, não há dispendiosas explosões nem tampouco os ‘twists’ sucessivos ao ponto de nos fazer tirar notas a meio do filme para não nos esquecermos do que ficou em aberto. E mesmo assim tem uma história que se segue bem.

Quanto ao elenco, este filme, conta com alguns bons actores, sem dúvida, mas por vezes, infelizmente, muito mal aproveitados... Veja-se, por exemplo, Andy Garcia e Dustin Hoffman.

É um filme para ver com calma e num momento em que não se esteja com muita vontade de acção, é para ver pela história e pelo prazer de estar a ser enganado!

Até já,
Bruno Almeida.